Teoria da Imputação Objetiva- O que é e como funciona: aprenda!
Menu

Teoria da Imputação Objetiva- O que é e como funciona

Direito

imputação objetiva

A imputação objetiva é uma teoria do Direito Penal que busca definir a relação de causalidade entre a conduta do agente e o resultado do crime. Ela se baseia na ideia de que nem sempre é possível responsabilizar penalmente um agente por todas as consequências de suas ações. Neste artigo, vamos explicar em detalhes o que é a teoria da imputação objetiva e como ela funciona no Direito Penal.

O que é a teoria da imputação objetiva?

A teoria da imputação objetiva é uma técnica de imputação que se concentra na relação de causalidade entre a conduta do agente e o resultado do crime. Ela busca determinar se o resultado do crime pode ser imputado objetivamente ao agente, ou seja, se ele é responsável por aquilo que aconteceu.

Essa teoria parte do pressuposto de que a causalidade é uma relação complexa que não se resume apenas à verificação da relação física entre a conduta do agente e o resultado do crime. Além disso, ela leva em conta os riscos que o agente criou com sua conduta e se esses riscos se materializaram no resultado do crime.

Assim, a imputação objetiva leva em consideração não apenas o nexo causal físico, mas também o nexo causal normativo entre a conduta do agente e o resultado do crime.

Exemplo 1: Teoria do Risco Permitido

Para entender melhor a teoria da imputação objetiva, podemos citar como exemplo a teoria do risco permitido. Ela estabelece que, em alguns casos, o agente não pode ser responsabilizado pelo resultado do crime, mesmo que ele tenha contribuído para a sua ocorrência.

Isso ocorre quando o agente age dentro de um risco permitido, ou seja, quando sua conduta é socialmente aceita e não apresenta um risco maior do que aquele que é tolerado pela sociedade. Nesse caso, o agente não pode ser responsabilizado pelo resultado do crime, pois sua conduta estava dentro dos limites permitidos pela norma social.

Por exemplo, imagine o caso de um motorista que está trafegando dentro do limite de velocidade permitido em uma via e, mesmo assim, acaba atropelando um pedestre que surge repentinamente na pista. Nesse caso, o motorista não poderia ser responsabilizado pelo resultado do crime, pois ele agiu dentro de um risco permitido pela sociedade.
imputação objetiva

Exemplo 2: Teoria da Confiança

Outra teoria da imputação objetiva é a teoria da confiança. Ela estabelece que o agente não pode ser responsabilizado pelo resultado do crime se ele confiou em uma norma ou em um comportamento de terceiros que acabou se revelando errado.

Por exemplo, imagine o caso de um médico que prescreve um medicamento a um paciente, confiando na informação contida na bula do medicamento. No entanto, o medicamento acaba causando um efeito colateral grave no paciente, que acaba morrendo.

Nesse caso, o médico não poderia ser responsabilizado pelo resultado do crime, pois ele confiou na informação contida na bula do medicamento, que é um documento reconhecido e confiável no mercado. Assim, o médico agiu com base em uma norma que ele confiava e que se revelou errada, não podendo ser responsabilizado pelo resultado do crime.

Como funciona a teoria da imputação objetiva na prática?

Na prática, a teoria da imputação objetiva é aplicada pelos juízes e tribunais para determinar se o agente pode ser responsabilizado penalmente pelo resultado do crime. Para isso, eles levam em consideração diversos fatores, como a relação de causalidade entre a conduta do agente e o resultado do crime, os riscos que foram criados pela conduta do agente, a norma social e as circunstâncias específicas do caso.

É importante ressaltar que a teoria da imputação objetiva não se aplica a todos os casos de crime. Em alguns casos, a relação de causalidade é evidente e não há necessidade de aplicar a teoria. Porém, em casos mais complexos, nos quais há dúvida sobre a relação de causalidade, a teoria pode ser muito útil para determinar a responsabilidade penal do agente.

Conclusão

A teoria da imputação objetiva é uma técnica de imputação que se concentra na relação de causalidade entre a conduta do agente e o resultado do crime. Ela leva em consideração não apenas o nexo causal físico, mas também o nexo causal normativo entre a conduta do agente e o resultado do crime. Na prática, ela é aplicada pelos juízes e tribunais para determinar se o agente pode ser responsabilizado penalmente pelo resultado do crime. As teorias do risco permitido e da confiança são exemplos de aplicação da teoria da imputação objetiva na prática do Direito Penal.

Este é um dos tópicos chave que costumam ser cobrados  na primeira etapa da prova OAB. 

Sem dúvida é um tópico que não pode faltar na sua preparação para a OAB.

Quer saber como acertar esse tema, e muitos outros na prova da OAB? Participe da nossa aula GRATUITA e aprenda como passar na oab focando nos temas que são mais cobrados!

Você vai aprender os principais erros que os examinados cometem (e que você NÃO PODE cometer), vai aprender os pilares para a aprovação na OAB, e muito mais.

Então aproveiteparticipe dessa aula gratuita! Clique no botão abaixo e se inscreva:


Para ler maiartigos de direito, acompanhe as demais postagens aqui no blog.

About the Author

Me chamo Mariana Carvalho, sou advogada, professora de Direito e autora publicada pela Editora Juspodivm. Eu te ajudo a passar na OAB!

>